Bernhard Schlink lançou O Leitor em 1995 e é, desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas e galardoado em 1997 com os Prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon, esse livro é tudo menos uma banal história de amor.
Michael Berg é iniciado nas andanças do amor por Hanna Schmitz. Ele tem 15 anos e ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta e finalmente fazem amor. Esse ritual termina bruptamente quando Hanna desaparece subitamente. Michael só a encontra muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação de ex-guardas dos campos de concentração nazis.
É aqui que, na minha opinião, a história começa na realidade. As atitudes de Hanna passam a ter explicação. A razão do seu desaparecimento é finalmente entendida por Michael.
“Durante muito tempo pensei que era uma história muito triste. Não que agora pense que seja alegre. Mas penso que é verdadeira; por isso, a questão de saber se é triste ou alegre não tem nenhuma importância.”